
A ressurreição de Atlanta: Argentina vira sobre o Egito em 11 minutos e Messi chega aos 20 gols em Copas
O Egito venceu por 2 a 0 até o 79'. Messi perdeu pênalti no 21'. Romero, Messi e Enzo Fernández marcaram entre o 79' e o 90'+2'. A Argentina sobrevive e vai às quartas contra a Suíça.
Aos 21 minutos, Lionel Messi bateu um pênalti e Mostafa Shoubir mergulhou para a esquerda e defendeu. O Mercedes-Benz Stadium ficou em silêncio. Naquele momento, com a Argentina ainda perdendo por 1 a 0 e o Egito mais compacto e organizado do que qualquer adversário nesta Copa, parecia que o destino de Messi seria diferente desta vez.
Uma hora depois, o mesmo Lionel Messi — 39 anos, sexta Copa, camisa 10 — recebeu um rebote dentro da área aos 84' e bateu para as redes. 2 a 2. Oito minutos antes, Cristian Romero tinha iniciado a virada. Oito minutos depois, Enzo Fernández cabeceou no acréscimo a assistência de Lautaro Martínez e fez 3 a 2. A Argentina havia saído de um déficit de dois gols em onze minutos.
O Egito havia chegado a Atlanta como um milagre em forma de seleção: primeira vitória da história em Copas na fase de grupos, primeira classificação para o mata-mata, primeira eliminação nos pênaltis (contra a Austrália, com Salah batendo uma panenka lesionado). Contra a Argentina, chegou aos 79' vencendo por 2 a 0. Foi eliminado aos 90'+2'. Mas sai com a consciência de quem fez história.
Um encontro inaugural em Copas
Argentina e Egito nunca se enfrentaram numa Copa do Mundo antes desta noite em Atlanta. Nos encontros anteriores, nunca houve nada em jogo: dois amistosos, um empate por 1 a 1 em 2003 e uma vitória argentina por 2 a 0 em 2008 no Egito. Resultados de treinos, não de alma. O que aconteceu em Atlanta foi diferente em tudo. De um lado, o defensor do título, campeão da Copa América. Do outro, o país que carregava 92 anos de espera por uma vitória numa fase de grupos.
Salah tinha 34 anos. Messi tinha 39. A Copa de 2026 foi, entre outras coisas, a última vez que dois dos maiores jogadores desta geração se encontraram numa fase eliminatória.
| Ano | Competição | Resultado |
|---|---|---|
| 2003 | Amistoso (Argentina) | 1x1 |
| 2008 | Amistoso (Egito) | Argentina 2x0 |
| 2026 | Copa do Mundo (oitavas) | Argentina 3x2 Egito |
A Argentina em Copas do Mundo
A Argentina chega a Atlanta defendendo o título conquistado no Qatar em 2022, onde Messi finalmente levantou a taça que faltava no seu museu pessoal. Foi o terceiro título da história — 1978 em casa, 1986 com Maradona, 2022 com Messi. Em 2026, Scaloni manteve o núcleo duro: Emiliano Martínez no gol, Romero e Lisandro na defesa, Mac Allister e Enzo no meio, Messi e Álvarez no ataque. A continuidade de um campeão.
| Ano | Fase | Resultado |
|---|---|---|
| 1978 | Campeã | Holanda 1x3 (final) |
| 1986 | Campeã | Alemanha 2x3 (final) |
| 1990 | Vice | Alemanha 1x0 (final) |
| 2014 | Vice | Alemanha 1x0 (final) |
| 2018 | Oitavas | França 3x4 |
| 2022 | Campeã | França (pên. 4-2) |
| 2026 | Quartas | Classificada |
O Egito em Copas do Mundo
A história do Egito em Copas caberia em quatro linhas antes de 2026 — quatro aparições espalhadas por 92 anos. Estreou em 1934, na Itália, e perdeu para a Hungria. Voltou em 1990, eliminado na fase de grupos. Em 2018, na Rússia, também caiu nos grupos, perdendo para Uruguai, Rússia e Arábia Saudita. Em 2026, tudo foi diferente. Com Salah como capitão e líder absoluto, o Egito ganhou o grupo com a primeira vitória da história (contra a Nova Zelândia) e passou a Austrália nos pênaltis. Contra a Argentina, chegou ao 79' com 2 a 0. Melhor resultado histórico.
| Ano | Fase | Resultado |
|---|---|---|
| 1934 | Fase de grupos | Eliminado |
| 1990 | Fase de grupos | Eliminado |
| 2018 | Fase de grupos | Eliminado |
| 2026 | Oitavas | Argentina 3x2 — melhor campanha |
Ficha do jogo
| 1º T | 2º T | Total | |
|---|---|---|---|
| Argentina | 0 | 3 | 3 |
| Egito | 1 | 1 | 2 |
- 15' — Yasser Ibrahim (EGY), cabeçada de escanteio
- 21' — Pênalti de Messi (ARG) defendido por Shoubir
- 58' — Mostafa Zico (EGY), contra-ataque com assistência de Salah
- 79' — Cristian Romero (ARG), cabeçada
- 84' — Lionel Messi (ARG), rebote dentro da área — 20º gol em Copas
- 90'+2' — Enzo Fernández (ARG), cabeçada em assistência de Lautaro Martínez
| Estatística | Argentina | Egito |
|---|---|---|
| Posse de bola | 64% | 36% |
| Finalizações | 19 | 5 |
| Chutes no gol | 7 | 2 |
| Gols esperados (xG) | 2,84 | 0,89 |
| Passes certos | 541 (90%) | 287 (82%) |
| Defesas do goleiro | 0 (E. Martínez) | 4 (Shoubir) |
| Grandes chances criadas | 5 | 2 |
Os destaques da Argentina
Lionel Messi (Inter Miami CF, 39 anos). Perdeu um pênalti no 21' — a defesa de Shoubir foi um daqueles momentos que às vezes ficam para sempre. Mas no 84', num rebote dentro da área, bateu para as redes e se tornou o maior artilheiro da história das Copas com 20 gols em seis torneios, superando o recorde de Miroslav Klose (16), que ele mesmo tinha ultrapassado no início desta mesma Copa. Aos 39 anos, chegou ao 20º gol mundial com o mesmo movimento, a mesma frieza, o mesmo olhar de sempre.
Enzo Fernández (Chelsea, 25 anos). Não é o mais rápido, nem o mais técnico, nem o que aparece nas capas. Mas tem uma qualidade rara: aparece quando é preciso aparecer. No 90'+2', cabeceou uma assistência rasteira de Lautaro Martínez para fechar o 3 a 2 e garantir a classificação. Gol de herói improvável.
Cristian Romero (Tottenham, 26 anos). Aos 79', com a Argentina perdendo por 2 a 0 e a Copa a escapar pelos dedos, subiu à primeira bola de uma parada dentro da área egípcia e cabeceou para o fundo do gol: 2 a 1. Gol de zagueiro, do tipo que raramente aparece em compilações — mas que às vezes muda a trajetória de toda uma competição.
Os destaques do Egito
Mohamed Salah (Liverpool, 34 anos). Com 34 anos e uma lesão muscular que carregava desde a fase de grupos, jogou seus últimos 90 minutos numa Copa com a intensidade de alguém de 24. Aos 58', arrancou pelo flanco e serviu Zico para o 2 a 0 — assistência típica: velocidade, frieza no passe, o momento exato. Sai de cena eliminado, mas com a consciência de quem levou o Egito mais longe do que qualquer egípcio já foi.
Mostafa Shoubir (Zamalek, 27 anos). Antes desta Copa, o seu nome era desconhecido fora do Egito. Depois do 21' desta partida, ficou na memória do torneio: defendeu o pênalti de Messi mergulhando à esquerda. Foram quatro defesas no total, incluindo pelo menos duas em situações de gol claro. O Egito resistiu até o 79' em grande parte porque Shoubir estava inspirado.
Yasser Ibrahim (Zamalek, 28 anos). Num jogo em que o Egito foi dominado estatisticamente — 36% de posse, 5 finalizações contra 19 —, a abertura do placar veio de onde menos se esperava: a cabeçada do zagueiro no 15', num escanteio cobrado pela esquerda. Gol de bola parada, de marcação antecipada, do tipo que as equipes organizadas conseguem criar mesmo com menos bola. O gol colocou o Egito à frente e por mais de uma hora fez a Argentina parecer mortal.
Valor de mercado: € 800 milhões contra € 130 milhões
O elenco argentino é avaliado em mais de € 800 milhões, com Julián Álvarez (Atlético de Madrid, 26 anos) como o mais caro a € 110 milhões. Messi, aos 39, transcende qualquer tabela. O Egito soma cerca de € 130 milhões, com Omar Marmoush (Manchester City, 26 anos) como o mais valioso a € 65 milhões, numa das melhores temporadas individuais de qualquer egípcio na história da Premier League. Uma diferença de mais de seis vezes que quase não se traduziu no placar.
Próximo adversário
Nas quartas de final, a Argentina enfrenta a Suíça — que eliminou a Colômbia nos pênaltis em Vancouver, com Kobel gigante e Vargas decisivo na quinta cobrança. Um duelo de estilos: a solidez europeia contra o time que sobreviveu ao Egito com três gols em onze minutos. Você acompanha tudo aqui no Guribol.
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