
Cunha faz doblete em três minutos e Brasil bate o Haiti com gol histórico no Grupo C
Matheus Cunha marcou duas vezes em três minutos, Vinícius fechou o 3 a 0 e o Brasil ultrapassou a Alemanha como maior artilheiro da história das Copas.
Em Filadélfia, o Brasil marcou o 241º gol da sua história em Copas do Mundo — e, com ele, ultrapassou a Alemanha como a seleção com mais gols em fases finais de Mundial. Quem entrou no livro de recordes foi Matheus Cunha, numa tarde em que o atacante do Manchester United estava simplesmente imparável.
Dois gols em três minutos (23' e 26') no primeiro tempo o tornaram o primeiro brasileiro a marcar um doblete no primeiro tempo de uma Copa desde Neymar contra os Camarões, em 2014. Vinícius fechou o 3 a 0 aos 47, no início da etapa final. O Haiti ainda teve um gol de Endrick anulado por impedimento nos minutos finais, mas o placar já estava resolvido muito antes.
Primeira vez em Copas
Brasil e Haiti nunca tinham se cruzado em Copas do Mundo. A única participação anterior do Haiti no Mundial havia sido em 1974, na Alemanha Ocidental — cinquenta e dois anos entre uma aparição e outra. O confronto oficial mais recente era da Copa América de 2016: 7 a 1 para o Brasil, com hat-trick de Coutinho.
Retrospecto entre as seleções
| Data | Competição | Resultado |
|---|---|---|
| Abr 1974 | Amistoso | Brasil 4 x 0 Haiti |
| Ago 2004 | Amistoso | Brasil 6 x 0 Haiti |
| Jun 2016 | Copa América | Brasil 7 x 1 Haiti |
| Jun 2026 | Copa do Mundo (Grupo C) | Brasil 3 x 0 Haiti |
O caminho do Brasil no Grupo C
Depois do empate por 1 a 1 com o Marrocos na rodada de abertura, o Brasil chegou ao jogo com o Haiti precisando vencer para não se complicar. Ancelotti ajustou o esquema, deu liberdade a Cunha como segundo avançado ao lado de Vinícius num 4-2-3-1, e o resultado veio imediato. Com a vitória, o Brasil foi a 4 pontos e deixou a decisão da liderança para a última rodada, contra a Escócia.
Haiti: a história improvável de 2026
O Haiti chegou à Copa como a história mais improvável do torneio. Disputou toda a campanha de qualificação sem um único jogo em casa, usando território neutro por conta da instabilidade política, e mesmo assim se classificou. Voltou ao Mundial 52 anos depois de 1974 — quando marcou seu único gol histórico com Emmanuel Sanon contra a Itália. Em 2026, saiu do Grupo C sem ganhar um jogo, mas com a certeza de que estar ali já valia por décadas.
Os destaques brasileiros
Matheus Cunha (Manchester United) foi o cara do jogo — doblete em três minutos e o gol que colocou o Brasil no topo da história dos artilheiros em Copas. Vinícius Júnior (Real Madrid) chegou ao segundo dele no torneio, com corte na área e finalização cruzada. E Bruno Guimarães (Newcastle) voltou a comandar o meio-campo com a mesma regularidade da estreia.
Os destaques haitianos
Wilson Isidor (Sunderland) foi o que mais tentou ofensivamente, com corridas em profundidade que ao menos duas vezes assustaram a defesa brasileira. Jean-Ricner Bellegarde (Wolverhampton), avaliado em cerca de € 15 milhões, é o mais valioso da seleção haitiana e tentou dar ritmo ao meio-campo. Frantzdy Pierrot, o veterano de 31 anos, representou o simbolismo de uma geração inteira que sonhava com uma Copa.
Ficha do jogo
| 1º Tempo | 2º Tempo | Total | |
|---|---|---|---|
| Brasil | 2 | 1 | 3 |
| Haiti | 0 | 0 | 0 |
- 23' — Matheus Cunha (BRA), chegada à área e finalização de pé esquerdo
- 26' — Matheus Cunha (BRA), doblete histórico — 1º brasileiro com dois no 1º tempo de Copa desde Neymar em 2014
- 47' — Vinícius Júnior (BRA), finalização cruzada no início do 2º tempo
- ~85' — Gol de Endrick anulado por impedimento milimétrico
- Posse: ~65% x 35% | Finalizações: 7 x 7 | xG: 1,50 x 0,25
Os dois times tiveram exatamente 7 finalizações — mas o xG do Brasil foi seis vezes maior. Um finalizou de espaços privilegiados; o outro, de longe. Foi assim que ficou o 3 a 0 na Filadélfia.
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