Estádio Azteca lotado com as bandeiras gigantes de México e Inglaterra no gramado antes do jogo das oitavas da Copa de 2026
Copa do Mundo

Bellingham silencia o Azteca em dois minutos e Inglaterra elimina o México com dez

Doblete de Bellingham em 120 segundos, Quansah expulso aos 54', dois pênaltis convertidos e Pickford salvando no fim. Inglaterra vence por 3 a 2 e vai às quartas.

Por Redação Guribol · 05 de julho de 2026 · 8 min de leitura

O Estadio Azteca estava preparado para um milagre. Cem mil mexicanos esperaram décadas por este momento — a chance de, em casa, com o mundo assistindo, finalmente ganhar uma partida eliminatória de Copa do Mundo no estádio mais mítico das Américas. A chuva atrasou o jogo por uma hora. A atmosfera estava elétrica. E então Jude Bellingham recebeu um cruzamento de Bukayo Saka aos 36 minutos e cabeceou para o fundo da rede. Dois minutos depois — dois minutos —, Harry Kane serviu-o dentro da área e Bellingham marcou de novo. 2 a 0 para a Inglaterra em oito minutos. O Azteca ficou em silêncio pela primeira vez naquela noite.

O que veio depois foi um jogo de tensão brutal: Quiñones descontou aos 42', deixando o intervalo em 2 a 1. No 2º tempo, Jarell Quansah recebeu vermelho direto aos 54 minutos após revisão do VAR — e a Inglaterra passou os 35 minutos finais com dez homens, defendendo a vantagem num estádio que nunca parou de rugir. Kane converteu pênalti aos 60', Jiménez reduziu de pênalti aos 69', e o Azteca empurrou, e empurrou, e Jordan Pickford defendeu. 3 a 2. A Inglaterra passou. O México ficou.

"Pelo oitavo Mundial consecutivo, o México foi eliminado nas oitavas. O quinto partido continua por jogar."

O histórico nos Mundiais

Inglaterra e México já haviam se cruzado numa Copa antes desta noite no Azteca. Foi em 1966, em Wembley, na fase de grupos do torneio que a Inglaterra acabaria vencendo como anfitriã. Bobby Charlton e Roger Hunt marcaram os gols do triunfo por 2 a 0. Sessenta anos depois, as duas seleções voltaram a se cruzar numa eliminatória — mas agora no coração do México, no estádio símbolo do futebol mexicano. A inversão geográfica não mudou o resultado.

Histórico completo entre os dois países

AnoCompetiçãoResultado
1959AmistosoInglaterra 1x2 México
1961Amistoso (Wembley)Inglaterra 8x0 México
1966Copa (grupos)Inglaterra 2x0 México
1969Amistoso (México)0x0
1985Amistoso (Azteca)México 1x0 Inglaterra
1997AmistosoInglaterra 2x0 México
2001AmistosoInglaterra 4x0 México
2010AmistosoInglaterra 3x1 México
2026Copa (oitavas)México 2x3 Inglaterra

Retrospecto atualizado: 7 vitórias inglesas, 1 mexicana e 1 empate. A Inglaterra nunca perdeu para o México em Copas — e em 2026 confirmou o registro nas circunstâncias mais dramáticas possíveis.

México no mata-mata das Copas

Há uma expressão que acompanha o futebol mexicano há mais de três décadas: "el quinto partido". O jogo depois das oitavas — o das quartas de final. Desde 1994, em cada edição em que participou, o México passou a fase de grupos, chegou às oitavas e foi eliminado. Sete vezes seguidas. Em 2026, como coanfitrião, com o Azteca cheio, com uma geração que terminou a fase de grupos sem sofrer gol, o sonho parecia mais perto do que nunca. E voltou a não acontecer.

AnoFaseResultado
1970QuartasItália 1x4
1986QuartasAlemanha Oc. (pênaltis)
1994OitavasBulgária (pênaltis)
1998OitavasAlemanha 1x2
2002OitavasEUA 0x2
2006OitavasArgentina 1x2
2010OitavasArgentina 1x3
2014OitavasHolanda 1x2
2018OitavasBrasil 0x2
2026OitavasInglaterra 2x3 — eliminados

A derrota desta noite tem ainda uma marca histórica adicional: pela primeira vez em toda a história de Copas realizadas no México, a seleção perdeu uma partida no Azteca em tempo regulamentar. Em 1970 e 1986, quando o torneio foi jogado em solo mexicano, o México nunca havia saído derrotado em 90 minutos do seu grande estádio.

Inglaterra no mata-mata das Copas

A Inglaterra vive há sessenta anos com o peso de um único título mundial — conquistado em 1966, em casa, contra a Alemanha Ocidental. Desde então, houve semifinais com pênaltis (1990, com lágrimas de Gazza), a derrota dramática em 2018 para a Croácia e as quartas de 2022 para a França de Mbappé. O que nunca houve foi outro título. Em 2026, com Thomas Tuchel no comando e Bellingham no seu melhor ano, os ingleses acreditam que o momento pode ter chegado.

AnoFaseResultado
1966CampeãoAlemanha Oc. 4x2 (final)
19904º lugarItália 1x2 (semi, pênaltis)
1998OitavasArgentina (pênaltis)
2002QuartasBrasil 1x2
2006QuartasPortugal (pênaltis)
2010OitavasAlemanha 1x4
2018SemisCroácia 1x2 (prorr.)
2022QuartasFrança 1x2
2026QuartasClassificada — enfrenta Noruega

Ficha do jogo

1º T2º TTotal
México112
Inglaterra213
  • 36' — Jude Bellingham (ING), cabeceio após cruzamento de Saka
  • 38' — Jude Bellingham (ING), finalização após passe de Kane
  • 42' — Julián Quiñones (MEX), aproveita hesitação da defesa inglesa
  • 60' — Harry Kane (ING), pênalti conquistado por Anthony Gordon
  • 69' — Raúl Jiménez (MEX), pênalti

Cartão vermelho: 54' — Jarell Quansah (ING), expulsão direta após revisão do VAR por entrada com sola levantada em Jesús Gallardo.

EstatísticaMéxicoInglaterra
Posse de bola67%33%
Finalizações106
Chutes no gol55
Gols esperados (xG)1,941,55
Passes certos420 (92%)195 (80%)
Defesas do goleiro2 (Ochoa)3 (Pickford)
Grandes chances criadas02

Os destaques da Inglaterra

Jude Bellingham (Real Madrid, 22 anos). Há exatamente 40 anos, no dia 22 de junho de 1986, Diego Maradona marcou dois gols no Azteca contra a Inglaterra: o "Gol do Século" e a "Mão de Deus". Em 2026, foi um inglês que replicou a façanha — Bellingham tornou-se o primeiro jogador a marcar duas vezes numa Copa do Mundo no Azteca desde Maradona. Cabeceio aos 36, finalização aos 38. Dois gols em 120 segundos. Avaliado em € 150 milhões.

Harry Kane (Bayern de Munique, 32 anos). O capitão manteve a cabeça fria e a equipe organizada. O pênalti aos 60, conquistado por Gordon, foi o golpe que matou o jogo naquele momento. Kane chegou a esta Copa como goleador histórico da Inglaterra — e segue confirmando o estatuto num papel que vai muito além dos gols.

Jordan Pickford (Everton, 32 anos). Depois da expulsão de Quansah, o México não parou de atacar. E Pickford não parou de defender. Três defesas totais — pelo menos duas em situações de risco máximo nos minutos finais — foram a razão pela qual a Inglaterra chegou ao apito final com a vantagem intacta.

Os destaques do México

Julián Quiñones (Club América, 28 anos). Aproveitou um erro defensivo inglês aos 42 minutos para reduzir a desvantagem e transformar o intervalo em um momento de crença renovada para o México e para o Azteca. Foi um dos jogadores mais consistentes da seleção em toda a Copa.

Raúl Jiménez (Atlético de Madrid, 35 anos). O veterano que passou anos recuperando de uma fratura no crânio em 2020 e nunca deixou o alto nível. O pênalti convertido aos 69 minutos, que fez 3 a 2, foi mais do que gol: foi a recusa do México a aceitar a derrota sem lutar.

Edson Álvarez (West Ham, 27 anos). Foi a peça central dos impressionantes 67% de posse e 420 passes certos. Recuperou bolas em zonas difíceis e tentou criar espaços para os atacantes ameaçarem Pickford. Que o México tenha tido mais bola, mais passes e mais chutes e ainda assim perdido é uma das crueldades do futebol moderno.

Valor de mercado: € 1 bilhão contra € 250 milhões

O elenco da Inglaterra está avaliado em mais de € 1 bilhão, com Bellingham liderando em € 150 milhões. O México soma cerca de € 250 milhões, com Santiago Giménez à frente com aproximadamente € 55 milhões aos 24 anos — competitivo para a CONCACAF, mas significativamente abaixo do valor inglês.

Como foi o jogo

O jogo começou com uma hora de atraso por causa de uma tempestade em Cidade do México. Quando finalmente arrancou, o México controlou: 67% de posse, 420 passes certos, circulação fluida e constante nos primeiros 35 minutos. Era o jogo que Javier Aguirre queria — El Tri no comando, o Azteca apoiando, a Inglaterra recuando. E então Bellingham aconteceu.

36 minutos. Saka cruza da direita. Bellingham aparece entre dois defensores e cabeceia. 1 a 0. O Azteca ficou em silêncio. Dois minutos depois, Kane recebe, vê Bellingham entrando pela direita, serve rasteiro. Bellingham finaliza frio. 2 a 0. Cem mil pessoas que gritavam ficaram paralisadas. Os gols de Bellingham foram os primeiros que o México sofreu em todo o torneio — a seleção havia chegado às oitavas sem tomar um único gol. Ambas as séries terminaram em quatro minutos.

O México respondeu antes do intervalo: Quiñones aproveitou hesitação da defesa inglesa e reduziu para 1 a 2 aos 42'. O intervalo chegou com o jogo vivo. No 2º tempo, a Inglaterra perdeu Quansah com vermelho direto aos 54 — entrada com sola levantada em Gallardo que o VAR considerou perigosa. Com dez homens, a Inglaterra recuou para uma linha de cinco, pressionou com Kane e Bellingham nos contra-ataques, e sobreviveu.

Kane converteu o pênalti conquistado por Gordon (60') e fez 3 a 1. Parecia definitivo. Mas Jiménez respondeu de pênalti (69') e o Azteca voltou a acreditar. Os últimos vinte minutos foram de pressão mexicana constante — cruzamentos, cabeceios, chutes de longa distância. Pickford defendeu tudo. O árbitro apitou. O México teve mais bola, mais chutes e xG de 1,94 — superior ao inglês (1,55). Perdeu na mesma. É o futebol.

Próximo adversário

Nas quartas de final, a Inglaterra enfrenta a Noruega — a seleção que acabou de eliminar o Brasil no MetLife. Bellingham contra Haaland. Você acompanha tudo aqui no Guribol.

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