Torcedores suíços marcham pelas ruas de Vancouver rumo ao BC Place antes de Suíça x Colômbia na Copa de 2026
Copa do Mundo

A loteria de Vancouver: Suíça vence nos pênaltis e volta às quartas depois de 72 anos

A Colômbia dominou os 120 minutos com xG de 1,03 contra 0,35, acertou a trave e criou mais. Mas Kobel defendeu Cucho, Vargas bateu o quinto e a Suíça chegou ao mata-mata pela primeira vez desde 1954.

Por Redação Guribol · 07 de julho de 2026 · 8 min de leitura

Às 22h47 em Vancouver, Ruben Vargas bateu o quinto pênalti da Suíça e a bola entrou no canto esquerdo. Gregor Kobel caiu de joelhos. Granit Xhaka correu para ele com os braços abertos. No banco colombiano, Cucho Hernández — que tinha visto o seu remate ser defendido pelo próprio Kobel duas cobranças antes — ficou imóvel, com as mãos no rosto.

A Colômbia controlou melhor a bola. A Colômbia criou mais oportunidades. A Colômbia produziu um xG de 1,03 contra os 0,35 da Suíça — números que, em qualquer outra tarde, ditariam o vencedor sem discussão. Mas em 120 minutos no BC Place, o gol colombiano não chegou. Davinson Sánchez acertou a trave. Kobel defendeu o que restava.

Depois da sequência de pênaltis — sempre uma loteria — a Suíça avançou às quartas pela primeira vez desde 1954, quando era anfitriã do torneio. 72 anos de espera. Para a Colômbia, o adeus chega com a sensação de que merecia mais. O futebol nem sempre é justo. Os pênaltis, nunca.

O único encontro anterior em Copas

A única vez que Suíça e Colômbia se encontraram numa Copa do Mundo foi em 1994, nos Estados Unidos, pelo Grupo A, em Palo Alto. Foi a partida mais discreta da Colômbia naquele torneio: vitória por 2 a 0 com gols de Adolfo Valencia e Harold Lozano. Os cafeteros — que chegavam com expectativa gigantesca após golear a Argentina por 5 a 0 nas eliminatórias — acabariam eliminados na fase de grupos naquele Mundial marcado pela tragédia de Andrés Escobar.

32 anos depois, os dois voltam a se encontrar. Desta vez nas oitavas. Desta vez sem gol nos 120 minutos. Desta vez com uma sequência de pênaltis a decidir a história.

Histórico de confrontos

AnoCompetiçãoResultado
1994Copa do Mundo (grupos)Colômbia 2x0 Suíça
2007Amistoso (Miami)Colômbia 3x1 Suíça
2026Copa do Mundo (oitavas)Suíça 0x0 Colômbia (4-3 pên.)

A Suíça em Copas do Mundo

A Suíça é uma das seleções mais consistentes da Europa — raramente espetacular, raramente ausente. Seu melhor momento foi em 1954, como anfitriã, quando chegou às quartas antes de cair para a Áustria por 7 a 5, o jogo com mais gols da história das Copas. Desde então, frequentou a segunda semana mas nunca voltou às quartas: caiu nas oitavas em 2006, 2014 e 2018, e em 2022 chegou às oitavas para ser goleada por Portugal (1-6). Em 2026, em Vancouver, chegou onde não chegava há 72 anos — não pelo domínio do jogo, mas pela frieza nos pênaltis e pela figura de Kobel na baliza.

AnoFaseResultado
1954QuartasÁustria 7x5
2006OitavasUcrânia (pên.)
2014OitavasArgentina 1x0 (prorr.)
2018OitavasSuécia 1x0
2022OitavasPortugal 6x1
2026QuartasClassificada (pên.)

A Colômbia em Copas do Mundo

A grande geração colombiana chegou ao ápice em 2014, no Brasil: primeiro lugar no grupo, goleada sobre o Uruguai nas oitavas e a primeira quarta de final da história, eliminada pelo Brasil por 2 a 1 num duelo duro, com James Rodríguez artilheiro do torneio com seis gols. Depois vieram a eliminação nos pênaltis para a Inglaterra em 2018 e a ausência em 2022. O retorno em 2026 era a chance de uma nova geração — Díaz no Bayern, Arias no Fluminense, Lerma no Crystal Palace — repetir o feito. Saem nas oitavas. Mas saem com o xG do lado.

AnoFaseResultado
2014QuartasBrasil 2x1 — melhor campanha
2018OitavasInglaterra (pên.)
2022Não classificada
2026OitavasSuíça (pên. 3-4)

Ficha do jogo

1º T2º TProrr.Total
Suíça0000
Colômbia0000

Pênaltis: Suíça 4 x 3 Colômbia.

  • Xhaka (SUI) — marcou
  • Quintero (COL) — marcou
  • Amdouni (SUI) — marcou
  • D. Sánchez (COL) — na trave
  • Akanji (SUI) — para fora
  • Campaz (COL) — marcou
  • Itten (SUI) — marcou
  • Cucho Hernández (COL) — defendido por Kobel
  • Vargas (SUI) — marcou (4-3)
  • Luis Díaz (COL) — marcou
EstatísticaSuíçaColômbia
Posse de bola42%44%
Finalizações715
Chutes no gol23
Gols esperados (xG)0,351,03
Passes certos550 (85%)458 (81%)
Defesas do goleiro3 (Kobel)2

Os destaques da Suíça

Gregor Kobel (Borussia Dortmund, 28 anos). Durante 120 minutos, defendeu tudo o que precisou defender e fez a Suíça chegar aos pênaltis. Na sequência das cobranças, foi ainda mais importante: com 2-2, mergulhou à direita e defendeu o remate forte de Cucho Hernández. Naquele momento, o destino da Suíça passou para as mãos de um goleiro simplesmente inspirado.

Granit Xhaka (Sunderland, 33 anos). O capitão bateu o primeiro pênalti — o mais difícil, o que define o tom — e colocou no canto sem hesitar. Nos 120 minutos, foi o dique que travou os avanços colombianos: interceptações, coberturas, organização no bloco médio. Não é o tipo de atuação que aparece nas melhores jogadas, mas é o tipo que vence jogos difíceis.

Ruben Vargas (FC Augsburg, 26 anos). O quinto pênalti da Suíça, o que qualificaria os suíços para as quartas pela primeira vez desde 1954. Vargas colocou no canto esquerdo com a precisão de quem treinou o lance mil vezes na cabeça. O nome dele fica escrito nessa história.

Os destaques da Colômbia

Luis Díaz (Bayern de Munique, 29 anos). Foi o jogador mais perigoso da Colômbia nos 120 minutos. Driblou, acelerou, cortou para dentro e criou espaços que não existiam antes da sua chegada à bola. Nos pênaltis, bateu com frieza no canto inferior esquerdo — Kobel foi para o outro lado. A ironia amarga é que o momento decisivo dele nunca chegou durante o jogo em si.

Davinson Sánchez (Galatasaray, 30 anos). Subiu à área adversária num lançamento longo e cabeceou com força — a bola bateu na trave. Foi sólido defensivamente durante toda a partida. Mas nos pênaltis, a segunda cobrança colombiana também bateu na trave dos seus pés. A partir dali, a Colômbia ficou numa sequência que não perdoaria outros erros.

Juan Fernando Quintero (Junior de Barranquilla, 33 anos). Já não é mais o jovem que decidiu a final da Libertadores. Aos 33, é o jogador de toque, o que desacelera quando é preciso e acelera quando o espaço aparece. Bateu o primeiro pênalti colombiano e marcou. Foi o motor silencioso do meio-campo que deu fluência ao ataque cafetero.

Valor de mercado: € 300 milhões contra € 330 milhões

O elenco suíço é avaliado em cerca de € 330 milhões, com Dan Ndoye (Nottingham Forest, 24 anos) como peça mais cara a € 42 milhões. O colombiano tem valor de mercado estimado em cerca de € 300 milhões, mas conta com o jogador mais valioso das duas seleções: Luis Díaz, cotado em € 75 milhões pelo Transfermarkt em 2026. O detalhe simbólico: a Colômbia tinha o melhor jogador individual em campo e ainda assim foi eliminada.

Próximo adversário

Nas quartas de final, a Suíça enfrenta a Argentina — atual campeã do mundo, com Messi buscando o segundo título consecutivo. Um duelo de estilos: a solidez europeia de Xhaka, Akanji e Kobel contra o time que sobreviveu ao Egito no Mercedes-Benz Stadium com três gols em onze minutos. Você acompanha tudo aqui no Guribol.

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