Arena MRV, em Belo Horizonte, casa do Atlético-MG
Copa do Brasil

De virada e com um a mais, Atlético-MG bate o Cruzeiro por 2 a 1 e avança na Copa do Brasil

Kaio Jorge abriu o placar de pênalti, mas a expulsão de Villalba mudou tudo: Victor Hugo e Fred viraram para o Galo, que fechou 3 a 2 no agregado e está nas semifinais.

Por Redação Guribol · 01 de setembro de 2026 · 6 min de leitura
Editado por Victor Sismotto

O Cruzeiro saiu na frente, teve um jogador a menos por mais de meia hora e viu o clássico escapar. Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro na Arena MRV, com o agregado fechando em 3 a 2 para o Galo, que garantiu a primeira vaga na semifinal da Copa do Brasil 2026.

O confronto tinha tudo para ir para os pênaltis depois do 1 a 1 no Mineirão. Em vez disso, terminou decidido no tempo normal, com uma virada construída em cima de uma expulsão que mudou o roteiro da partida.

Pênalti, cartão vermelho e virada em 13 minutos

O Cruzeiro abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo, com Kaio Jorge convertendo pênalti sofrido por Vitão. Até ali, o time celeste segurava a vantagem que precisava para levar a decisão para os pênaltis. O quadro virou aos 15 do segundo tempo: Villalba, que já tinha um amarelo, atingiu o rosto de Cuello e recebeu o segundo cartão, deixando o Cruzeiro com dez em campo.

Com um a mais, o Atlético-MG teve pouco mais de meia hora para reverter o placar — e precisou de bem menos que isso. Victor Hugo empatou aos 32 minutos, recebendo passe de Fred e finalizando cruzado. Onze minutos depois, aos 43, Fred devolveu a gentileza: recebeu o pivô de Victor Hugo e bateu de fora da área para fechar a virada.

Escalações

TimeEscalação
Atlético-MGEverson; Natanael, Ruan Tressoldi, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Kevin Castaño e Fred; Cuello, Bernard e Cassierra. Técnico: Eduardo Domínguez
CruzeiroOtávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Villalba; Gerson, Lucas Romero e Matheus Pereira; Arroyo, Wesley e Kaio Jorge. Técnico: Artur Jorge

Estatísticas da partida

EstatísticaAtlético-MGCruzeiro
Posse de bola62%38%
Finalizações2812
Finalizações no gol84
Cartões amarelos15
Cartões vermelhos01
Faltas cometidas1513
Impedimentos11

Ficha do jogo

  • Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro — volta das quartas de final da Copa do Brasil 2026
  • Data e local: 1º de setembro de 2026, 21h, Arena MRV, Belo Horizonte (MG)
  • Gols: Kaio Jorge (Cruzeiro, pênalti), aos 30 do 1º tempo; Victor Hugo (Atlético-MG), aos 32 do 2º tempo; Fred (Atlético-MG), aos 43 do 2º tempo
  • Cartão vermelho: Villalba (Cruzeiro), aos 15 do 2º tempo, segundo amarelo
  • Cartões amarelos: Natanael (Atlético-MG); Otávio, Villalba, Lucas Romero, Kaio Jorge e Arroyo (Cruzeiro)
  • Árbitro: Raphael Claus (SP). Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR). VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
  • Público: 42.992 — Renda bruta: R$ 4.450.632,12
  • Agregado: Atlético-MG 3 x 2 Cruzeiro (1 a 1 na ida, no Mineirão) — Atlético-MG classificado

O que muda no chaveamento

O Atlético-MG se tornou o primeiro semifinalista da Copa do Brasil 2026 e vai encarar o vencedor de Grêmio x Internacional, que fizeram 0 a 0 na ida e decidem a vaga em 3 de setembro. Para o Cruzeiro, a eliminação encerra a temporada na competição depois de duas eliminatórias vencidas — sobre a Chapecoense, nas oitavas — e reconduz o time à briga que sobrou: o G6 do Brasileirão.

O adversário confirmado é o Grêmio, que fechou o Gre-Nal com vitória por 3 a 1 na volta. A semifinal tem ida no domingo, 1º de novembro, às 18h30, na Arena do Grêmio, e volta no sábado, 7 de novembro, às 18h, na Arena MRV.

Sequências opostas

O resultado também espelha o momento dos dois times. O Atlético-MG chegou à Arena MRV numa sequência de cinco jogos sem perder no Brasileirão — duas vitórias e três empates —, oitavo colocado com 36 pontos. O Cruzeiro, sexto colocado com 39, vinha de um tropeço incômodo: derrota por 1 a 3 para o Vasco na rodada anterior, que interrompeu uma arrancada de duas vitórias seguidas sobre Corinthians e Flamengo. A queda de rendimento recente ajuda a explicar por que o time celeste não conseguiu administrar a vantagem depois da expulsão de Villalba — faltou o fôlego que vinha sobrando em agosto.

Um pênalti não bastou

O detalhe que resume o jogo é a distância entre o placar do intervalo e o do apito final. O Cruzeiro foi para o vestiário na frente, precisando administrar 45 minutos com um jogador a mais em campo do que teria depois. Bastaram 15 minutos de segunda etapa para o quadro se inverter: um cartão vermelho, e o time que defendia a vantagem passou a defender também a inferioridade numérica. Contra um Atlético-MG que teve Fred decisivo nas duas pontas da virada — ele deu o passe para o primeiro gol e fez o segundo —, a vantagem de um jogador falou mais alto que a vantagem no placar.

O que vem por aí

O Atlético-MG folga na Copa do Brasil até saber o adversário da semifinal e volta as atenções para o Brasileirão, mirando a subida no G6. O Cruzeiro faz o mesmo movimento, mas por outro motivo: sem mais mata-mata neste semestre, o time de Artur Jorge precisa reencontrar o ritmo que tinha antes da derrota para o Vasco para não perder terreno na tabela.

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