Vista panorâmica da Arena Condá, em Chapecó
Copa do Brasil

Chapecoense segura o Cruzeiro na Arena Condá: gol anulado pelo VAR e um milagre de Anderson

A lanterna do Brasileirão aguentou 90 minutos de pressão celeste, viu o VAR tirar um gol de Kaique Kenji e teve Anderson salvando no fim: 0 a 0 na ida das oitavas, decisão adiada para o Mineirão.

Por Redação Guribol · 02 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Editado por Victor Sismotto

A Chapecoense é a lanterna do Brasileirão. O Cruzeiro brigava pelo G5. Na Arena Condá, nada disso apareceu no placar: 0 a 0 na ida das oitavas da Copa do Brasil, com a Chape entregando exatamente o jogo que precisava entregar.

O time de Rafael Lacerda apostou em transições rápidas e num bloco que quase não deu espaço. O Cruzeiro teve a bola, teve o campo e teve até um gol — que durou o tempo de o VAR conferir. Decisão adiada para Belo Horizonte, com empate levando aos pênaltis.

Como os dois chegaram à Arena Condá

A fase da Chapecoense não escondia o motivo de ser a lanterna: duas derrotas seguidas antes do jogo — 0 a 2 para o Bahia fora de casa e 0 a 4 para o Flamengo em Chapecó — intercaladas por um empate em 2 a 2 com o Santos. Três jogos, um ponto. É o retrato de um time que hoje soma 14 pontos em 24 rodadas do Brasileirão, na 20ª e última posição, com apenas 2 vitórias, 14 derrotas e saldo de -24 gols.

O Cruzeiro vinha de campanha oposta, ainda que igualmente instável: vitória sobre o Internacional fora de casa, tropeço para o Botafogo no Mineirão e outra vitória, sobre o Coritiba, três dias antes de embarcar para Santa Catarina. Na tabela de hoje, o time de Artur Jorge ocupa a 6ª colocação, com 39 pontos — uma distância de 25 pontos para o adversário daquela noite.

O momento do jogo

Aos 13 do primeiro tempo, em cobrança de escanteio, Kaique Kenji completou para o gol e a Arena Condá silenciou. O VAR entrou, revisou e confirmou impedimento por centímetros. O 0 a 0 seguiu de pé — e, olhando o resto da partida, aquele foi o momento em que a eliminatória parou de ser um passeio anunciado.

Posse celeste, sustos catarinenses

O Cruzeiro terminou com 61% de posse e 11 finalizações, mas apenas uma no alvo. A Chapecoense, com menos bola, chegou a duas finalizações no alvo — números que resumem bem o jogo: controle territorial de um lado, perigo pontual do outro. Fernando e Giovanni Augusto assustaram nas melhores chances catarinenses.

Na etapa final, o Cruzeiro empurrou. Lucas Romero arriscou de longe aos 18 e passou perto. E, na reta final, veio o lance que definiu a noite: Arroyo recebeu de Felipe Morais dentro da área e finalizou, mas Anderson fez uma defesa daquelas que valem um gol. A Chape saiu de casa com a eliminatória aberta.

EstatísticaChapecoenseCruzeiro
Posse de bola39%61%
Finalizações totais1011
Finalizações no alvo21
Chapecoense 0 x 0 Cruzeiro — Arena Condá, 2 de agosto de 2026

O número que não bate com o placar

Os 61% de posse do Cruzeiro sugeririam controle total, mas o número que resume a noite é outro: com 39% de posse e uma finalização a menos (10 contra 11), a Chapecoense colocou duas bolas no alvo — o dobro do Cruzeiro, que rondou a área o jogo inteiro e só testou o goleiro adversário uma vez. Time com menos bola, mais pontaria: o roteiro que explica por que o 0 a 0 não foi acidente.

Notas do Guribol

JogadorNotaComentário
Anderson (CHA)8,5O nome do jogo. A defesa em cima de Arroyo, na reta final, é o motivo de a Chape ter viajado para BH ainda viva.
Kaique Kenji (CRU)6,0Completou para o gol aos 13, após escanteio, mas o VAR flagrou impedimento por centímetros.
Keny Arroyo (CRU)6,0Criou a chance mais clara do Cruzeiro no segundo tempo e esbarrou no goleiro adversário.
Rafael Lacerda (técnico, CHA)7,5Bloco baixo, transições rápidas e um plano de jogo que a lanterna do Brasileirão executou por 90 minutos.
Notas da Redação Guribol para os protagonistas da partida

Escalações

TimeEscalação
ChapecoenseAnderson; Bruno Tubarão, Rafael Thyere, Eduardo Doma e Bruno Pacheco; Fernando, Camilo e Max Alves; Giovanni Augusto, Marcinho e Bolasie. Técnico: Rafael Lacerda
CruzeiroOtávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Lucas Villalba; Lucas Romero, Gerson e Matheus Pereira; Arroyo, Kaique Kenji e Kaio Jorge. Técnico: Artur Jorge

Ficha do jogo

  • Chapecoense 0 x 0 Cruzeiro — ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2026
  • Data e local: 2 de agosto de 2026, 18h30, Arena Condá, Chapecó (SC)
  • Gol anulado: Kaique Kenji (Cruzeiro), aos 13 do 1º tempo, por impedimento após revisão do VAR
  • Árbitro: Raphael Claus (SP). Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alex Sandro Quadros Thome (RR). VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
  • Público: 10.328 — Renda: R$ 354.120,00

O que vem por aí

A decisão fica para quarta-feira, 5 de agosto, às 19h, no Mineirão. A Chapecoense chega com a vantagem psicológica do empate fora e sabendo que novo 0 a 0 leva a disputa para os pênaltis. O Cruzeiro precisa fazer em casa o gol que o VAR tirou em Chapecó.

O confronto inteiro

A decisão veio três dias depois, no Mineirão: 2 a 0 para o Cruzeiro, gols que definiram a eliminatória ainda no primeiro tempo. Agregado 2 a 0, e a Chapecoense — que tinha resistido 90 minutos em casa e mais um bom pedaço na volta — parou nas oitavas.

O que veio depois

O Cruzeiro segue vivo na Copa do Brasil e está nas quartas de final diante do Atlético-MG, em clássico mineiro: ida no Mineirão e volta na Arena MRV, em 1º de setembro. Para a Chapecoense, a eliminação não muda o quadro real da temporada — a lanterna do Brasileirão, com 14 pontos em 24 jogos, segue tendo no próprio campeonato, e não na Copa, a disputa que decide o ano.

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