
Vasco 0 x 0 Fluminense: clássico travado no Maracanã abre as oitavas da Copa do Brasil
Muita falta, pouca chance e um 0 a 0 que deixou tudo para o segundo jogo. Vasco e Fluminense abriram as oitavas da Copa do Brasil 2026 num clássico decidido pela marcação, com Léo Jardim segurando o que o Tricolor criou.
Clássico carioca em mata-mata costuma ser assim: mais estudo do que futebol. Vasco e Fluminense abriram as oitavas de final da Copa do Brasil 2026 no Maracanã, com mando vascaíno, e produziram um 0 a 0 em que a marcação ganhou de goleada da criação — foram 36 faltas somadas nos 90 minutos.
O empate sem gols deixa tudo aberto para o segundo jogo: quem vencer, avança; novo empate leva a decisão para os pênaltis.
Como os dois chegaram ao Maracanã
O Vasco não vinha de sequência ruim, mas também não emplacava uma boa fase: derrota para o Vitória fora de casa, empate com o Mirassol em São Januário e uma vitória sobre o Independiente Medellín, pela Sul-Americana, no compromisso anterior ao clássico. Um resultado de cada tipo nos três jogos antes da Copa do Brasil.
O Fluminense chegava numa fase parecida, só que mais monótona: três empates seguidos no Brasileirão — 1 a 1 com o Bragantino, 1 a 1 com o Grêmio, 0 a 0 com o Bahia — antes de pisar no Maracanã. O 0 a 0 com o Vasco fez desse o quarto jogo seguido sem vencer nem perder, um jejum de resultado que o time de Zubeldía só rompeu na semana seguinte.
O momento do jogo
O Fluminense foi quem mais tentou — 12 finalizações contra 7 — mas esbarrou em Léo Jardim nas duas vezes em que acertou o alvo. John Kennedy foi o mais insistente do lado tricolor e levou o perigo mais claro da noite, parado pelo goleiro vascaíno. Do outro lado, a melhor chance do Vasco veio numa cabeçada de Tchê Tchê que passou perto. Foi só isso em 90 minutos.
Um jogo de bloco, não de bola
A posse ficou dividida (51% a 49% para o Vasco), mas o número que explica a partida é outro: 5 finalizações bloqueadas do Fluminense e 3 do Vasco. Quase tudo o que saiu em direção ao gol morreu antes de chegar. O Tricolor de Zubeldía teve mais volume, o Vasco de Pedro Emanuel apostou na compactação, e o placar em branco foi consequência natural — não acidente.
A arbitragem também sentiu o clima: cinco cartões amarelos, incluindo um para o próprio Zubeldía, no banco tricolor.
| Estatística | Vasco | Fluminense |
|---|---|---|
| Posse de bola | 51% | 49% |
| Finalizações totais | 7 | 12 |
| Finalizações no alvo | 1 | 2 |
| Finalizações bloqueadas | 3 | 5 |
| Escanteios | 2 | 3 |
| Faltas cometidas | 20 | 16 |
| Impedimentos | 0 | 3 |
| Passes certos | 350 (82%) | 355 (83%) |
Notas do Guribol
| Jogador | Nota | Comentário |
|---|---|---|
| Léo Jardim (VAS) | 7,5 | Duas defesas nas duas finalizações que o Fluminense acertou no alvo. Segurou o 0 a 0 que interessava ao Vasco. |
| John Kennedy (FLU) | 6,5 | Quem mais tentou romper o bloco vascaíno. Criou o lance mais perigoso da noite antes de sair para a entrada de Hulk. |
| Tchê Tchê (VAS) | 6,5 | Um dos poucos do Vasco a chegar com perigo, na cabeçada que passou perto. Peça central na marcação do meio. |
| Hércules (FLU) | 6,0 | Trabalhou muito na contenção, mas cartão amarelo cedo limitou o ímpeto nas divididas. |
Escalações
| Time | Escalação |
|---|---|
| Vasco | Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Jair (Barros), Tchê Tchê e Ramon Rique (Rojas); Adson (Nuno Moreira), Andrés Gómez (Puma Rodríguez) e David (Spinelli). Técnico: Pedro Emanuel |
| Fluminense | Fábio; Guga, Ignácio, Igor Rabello e Guilherme Arana; Hércules, Martinelli e Lucho Acosta (Nonato); Savarino (Soteldo), Canobbio (Serna) e John Kennedy (Hulk). Técnico: Luis Zubeldía |
Ficha do jogo
- Vasco 0 x 0 Fluminense — jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2026
- Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ), em 1º de agosto de 2026
- Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC). VAR: Wagner Reway (SC)
- Cartões amarelos: Andrés Gómez e Spinelli (Vasco); Lucho Acosta, Canobbio, Hércules e o técnico Zubeldía (Fluminense)
- Público: 36.608 presentes — renda de R$ 2.380.249,00
O que vem por aí
O jogo de volta é no dia 5 de agosto, às 21h30, no mesmo Maracanã — desta vez com mando do Fluminense. Vitória simples de qualquer lado classifica; empate, com qualquer placar, joga a vaga para os pênaltis. Depois de 90 minutos de bloco contra bloco, alguém vai precisar arriscar.
O confronto inteiro
Quatro dias depois, no mesmo Maracanã, agora sob mando tricolor, a eliminatória que o 0 a 0 tinha deixado em aberto se resolveu com um placar bem menos travado: Vasco 3 x 1 Fluminense, com Brenner marcando duas vezes. O agregado fechou em 3 a 1 para o Vasco, que avançou às quartas de final depois de dois jogos com roteiros opostos — um de bloqueio total, outro de gols.
O que veio depois
Nas quartas de final, o Vasco pegou o Vitória. Venceu a ida em São Januário por 1 a 0, gol de Andrés Gómez, e decide a vaga na semifinal na volta, no Barradão, em 2 de setembro. No Brasileirão, o retrospecto da temporada segue duro: hoje o Vasco ocupa a 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento, com 25 pontos em 24 jogos — a Copa do Brasil segue como a competição mais viva do ano vascaíno. O Fluminense, 4º colocado com 42 pontos, segue na ponta de cima da tabela, na briga por vaga direta na Libertadores.
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