
Botafogo sofre goleada histórica do Cienciano na altitude de Cusco
Com quatro gols sofridos ainda no primeiro tempo, o Botafogo levou 6 a 1 do Cienciano, na altitude de Cusco, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana — a eliminatória está praticamente definida antes mesmo da volta.
O Botafogo viveu uma noite para esquecer no Peru: perdeu de 6 a 1 para o Cienciano, na altitude de 3.360 metros de Cusco, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O time carioca chegou a sofrer quatro gols ainda no primeiro tempo e viu a classificação às quartas de final ficar praticamente definida antes mesmo do jogo de volta.
O Cienciano abriu o placar com Succar aos 17 minutos e ampliou aos 19, com Neri Bandiera — gol marcado com a mão, em lance que gerou reclamação do Botafogo. Aos 29, Succar fez o terceiro, e Marcos Martinich decretou o 4 a 0 aos 34, com um chute de longa distância no ângulo. Logo no início do segundo tempo, Matheus Martins descontou para o Botafogo em cobrança de falta, mas o Cienciano seguiu goleando: Bandiera fez o quinto aos 16 minutos, e Succar completou seu hat-trick aos 33, fechando o placar em 6 a 1. O Botafogo ainda teve um gol de Edenílson anulado por impedimento nos acréscimos.
O momento do jogo
Os quatro gols sofridos pelo Botafogo ainda no primeiro tempo — dois deles de Succar — resumem a noite de vexame do time carioca na altitude de Cusco, que só piorou na etapa final.
Como fica a classificação
Com a goleada, a situação do Botafogo é considerada praticamente irreversível: o time precisa vencer por seis gols de diferença, ou por cinco e levar a decisão aos pênaltis, no jogo de volta, na próxima quinta-feira (20), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Como o Botafogo chegou a Cusco
O time carioca não vinha de má fase: nos quatro jogos anteriores, ficou invicto, com duas vitórias — sobre o Santos e o Cruzeiro — e dois empates, contra o Vitória e o Fluminense. Era um Botafogo equilibrado, sem grandes goleadas sofridas, que embarcou para o Peru sob o comando do técnico Franclim Carvalho. A altitude de 3.360 metros de Cusco e a produção ofensiva do Cienciano bastaram para desmontar esse equilíbrio em uma única noite.
Um número que destoa
O ataque do Botafogo termina agosto entre os melhores do Brasileirão: os 37 gols marcados em 24 jogos empatam com o do Athletico-PR, 3º colocado, e ficam atrás só de Palmeiras e Flamengo. A defesa, porém, é outra história — os 40 gols sofridos são o quarto pior número da competição, atrás apenas de Chapecoense, Remo e Vasco, todos brigando contra o rebaixamento. Ataque de time de cima da tabela, defesa de time de baixo: a fragilidade que apareceu em Cusco, contra um adversário que não teve dó do primeiro tempo, não era exatamente uma surpresa isolada.
Notas do Guribol
| Jogador | Nota | Comentário |
|---|---|---|
| Succar (CIE) | 9,0 | Fez três gols e liderou a goleada histórica do Cienciano. |
| Neri Bandiera (CIE) | 8,0 | Marcou duas vezes, uma delas em lance polêmico com a mão. |
| Warleson (BOT) | 3,5 | Falhou em um dos gols do Cienciano e teve noite apagada. |
Escalações
| Time | Escalação |
|---|---|
| Cienciano | Espinoza; Cabello, Becerra, Amondarain e Martinich; Barreto, Romagnoli e Hohberg; Souza, Bandiera e Succar. Técnico: Horacio Melgarejo |
| Botafogo | Warleson; Mateo Ponte, Ferraresi, Justino e Marçal; Huguinho, Medina e Danilo; Matheus Martins, Kadir Barría e Montoro. Técnico: Franclim Carvalho |
Ficha do jogo
- Cienciano 6 x 1 Botafogo — jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2026
- Gols: Succar (Cienciano), aos 17 do 1º tempo; Neri Bandiera (Cienciano), aos 19 do 1º tempo; Succar (Cienciano), aos 29 do 1º tempo; Marcos Martinich (Cienciano), aos 34 do 1º tempo; Matheus Martins (Botafogo), aos 3 do 2º tempo; Neri Bandiera (Cienciano), aos 16 do 2º tempo; Succar (Cienciano), aos 33 do 2º tempo
- Cartões amarelos: Robles (Cienciano); Justino (Botafogo)
- Arbitragem: Augusto Aragón (Equador) — VAR: Franklin Congo (Equador)
- Local: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, Cusco (Peru)
O que veio depois
No Nilton Santos, o Botafogo venceu por 1 a 0, mas a vitória não foi suficiente diante da diferença aberta em Cusco: 6 a 2 no agregado, Cienciano classificado às quartas. Franclim Carvalho não seguiu no comando para o jogo de volta — Rodrigo Bellão assumiu como interino. No Brasileirão, a sequência também piorou: depois da viagem ao Peru, o time carioca perdeu para o Vitória, para o Athletico-PR e para o Flamengo nas três rodadas seguintes, sem vencer, fechando agosto na 12ª colocação.
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