
Zero chute no gol e vaga garantida: o Santos segura o 0 a 0 em Ambato
O Santos não acertou uma única finalização no gol em noventa minutos, bateu um escanteio contra dez do Macará e viu Brazão fazer três defesas. Ficou no 0 a 0, e o 2 a 1 da Vila bastou para a vaga nas quartas.
Tem classificação bonita e tem classificação que só conta. A do Santos em Ambato é da segunda espécie: 0 a 0 com o Macará, nenhuma finalização no gol em noventa minutos e a vaga nas quartas da Copa Sul-Americana garantida pelo 2 a 1 construído uma semana antes na Vila Belmiro.
Um gol do Macará teria levado a série aos pênaltis. Não veio — em boa parte porque Gabriel Brazão não deixou.
O momento do jogo
Não houve um lance decisivo, e é justamente esse o ponto. O Macará finalizou 14 vezes, acertou 3 no gol e bateu 10 escanteios. O Santos passou a noite defendendo a vantagem da ida e devolvendo a bola.
Brazão fez três defesas. Cada uma delas valia a eliminatória — porque, a partir do primeiro gol equatoriano, o confronto ia direto para os pênaltis.
Um número que assusta
Sete finalizações, zero no gol. É o resumo do ataque santista na noite: o time chutou pouco e, quando chutou, não pegou na direção do alvo uma única vez.
Some a isso 68% de acerto no passe (contra 76% do Macará) e um único escanteio conquistado, e você tem o retrato de um time que abriu mão de jogar para não perder. Funcionou. Mas contra Atlético-MG ou quem vier nas quartas, é uma aposta bem mais arriscada.
O retrato de um Brasileirão sem brilho
O apagão ofensivo em Ambato não é um acidente isolado. Até 31 de agosto, o Santos ocupava a 14ª posição do Brasileirão, com 29 pontos em 24 jogos, 34 gols marcados e 36 sofridos — saldo negativo numa temporada em que o time só brilhou de fato em lampejos individuais, como o centésimo gol de Gabigol na ida contra este mesmo Macará. Contra o time equatoriano, sem precisar arriscar para se classificar, o ataque nem apareceu: a estatística de sete finalizações e nenhuma no alvo devolve, em números, o retrato de um ano irregular.
Estatísticas da partida
| Estatística | Macará | Santos |
|---|---|---|
| Posse de bola | 56% | 44% |
| Passes certos | 308 de 404 (76%) | 223 de 329 (68%) |
| Finalizações | 14 | 7 |
| Finalizações no gol | 3 | 0 |
| Escanteios | 10 | 1 |
| Faltas cometidas | 11 | 11 |
| Impedimentos | 0 | 2 |
| Cartões amarelos | 1 | 2 |
| Cartões vermelhos | 0 | 0 |
Notas do Guribol
| Jogador | Nota | Comentário |
|---|---|---|
| Gabriel Brazão (SAN) | 8,0 | Três defesas numa noite em que qualquer gol sofrido levava o confronto aos pênaltis. |
| Willian Arão (SAN) | 7,0 | Segurou a zaga no jogo em que o Santos abriu mão de atacar. Vaga garantida sem sustos maiores. |
| Alexander Campana (MAC) | 6,5 | Insistiu até sair, aos 84. O Macará criou, mas parou na pontaria e em Brazão. |
Escalações
| Time | Escalação |
|---|---|
| Macará (4-3-3) | Rodríguez; Estacio, Miranda, Marrufo e Cazares; Viera, Etchebarne e Bolaños; Mohor, Campana e Posse |
| Santos (4-4-2) | Brazão; Peres, Willian Arão, João Ananias e Davizinho; Schmidt, Oliva, Caballero e Rony; Thaciano e Henrique |
Ficha do jogo
- Macará 0 x 0 Santos — volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2026
- 20 de agosto de 2026, Estádio Bellavista, Ambato (Equador)
- Árbitro: Cristián Garay
- Entraram no Santos: Rafael Gonzaga e Rollheiser (no intervalo), Terceros (aos 74), Samuel Mendes (aos 83), Pedro Assis (aos 90+1)
- Entraram no Macará: Klinger (aos 64), Tello (aos 74), Ferro (aos 84)
- Ida: Santos 2 x 1 Macará, na Vila Belmiro, com o gol de número 100 de Gabigol pelo clube
- Agregado: Santos 2 x 1 Macará — Santos classificado às quartas de final
O que vem por aí
Nas quartas o Santos encara o Atlético-MG, que na quarta-feira empatou em 2 a 2 com o Bragantino na Arena MRV e passou com gol de Cuello aos 90+3. Contra o Galo, o Peixe vai precisar de bem mais do que sete finalizações e nenhuma no gol.
O que veio depois
Depois de garantir a vaga, o Santos seguiu com resultados alternados: empatou em 1 a 1 com o Mirassol, pelo Brasileirão, perdeu para o Palmeiras por 3 a 0, pela Copa do Brasil, e fechou agosto com uma vitória fora de casa sobre o Corinthians, por 1 a 0. Uma vitória, um empate e uma derrota nos três jogos seguintes — o mesmo padrão irregular que marcou a campanha do time ao longo do ano, e que torna a Sul-Americana uma prioridade cada vez mais clara para o restante da temporada.
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