
São Paulo bate o Bolívar por 3 a 1, encerra o jejum e pega o Boca nas quartas
Luciano abriu, Asprilla empatou, Calleri converteu pênalti confirmado pelo VAR e Sabino fechou. O São Paulo venceu por 3 a 1 no Morumbis, avançou com 4 a 2 no agregado e encontra o Boca Juniors nas quartas da Sul-Americana.
O São Paulo precisava de duas coisas na noite desta terça-feira: uma vaga e um respiro. Conseguiu as duas. Ao bater o Bolívar por 3 a 1 no Morumbis, o Tricolor fechou as oitavas da Copa Sul-Americana com 4 a 2 no agregado e, de quebra, encerrou a sequência sem vitórias que vinha arrastando desde o Brasileirão.
Foram 42.087 pessoas para ver um jogo que, por 60 minutos, ainda parecia perigoso — e que virou tranquilo em oito.
O momento do jogo
Aos 16 do segundo tempo, Asprilla empatou. O mesmo colombiano que havia eliminado o Grêmio no playoff apareceu de novo, e por alguns minutos o 1 a 1 no Morumbis somado ao 1 a 1 de La Paz deixava a eliminatória aberta.
O árbitro Kevin Ortega, então, foi chamado ao monitor do VAR, viu a mão de Echeverría dentro da área e marcou pênalti. Calleri bateu no ângulo esquerdo, alto, aos 23. Oito minutos depois, Sabino — zagueiro — subiu e fez o terceiro. Do empate ao 3 a 1 foram quinze minutos.
O jogo
Luciano abriu o placar aos 18 do primeiro tempo e deu ao São Paulo o cenário mais confortável possível: com o 1 a 1 da ida, o Bolívar passava a precisar de dois gols na altitude do nível do mar — terreno bem menos amigável para os bolivianos do que os 3.600 metros do Hernando Siles.
Os números explicam por que o jogo nunca fugiu do controle apesar do susto: posse dividida em 50% para cada lado, mas 12 finalizações do São Paulo contra 5 do Bolívar. O time de Dorival Júnior não dominou a bola; dominou o gol.
Estatísticas da partida
| Estatística | São Paulo | Bolívar |
|---|---|---|
| Posse de bola | 50% | 50% |
| Passes certos | 320 (80%) | 340 (82%) |
| Finalizações | 12 | 5 |
| Finalizações no gol | 4 | 2 |
| Escanteios | 4 | 3 |
| Faltas cometidas | 17 | 11 |
| Impedimentos | 1 | 2 |
| Cartões amarelos | 3 | 4 |
| Cartões vermelhos | 0 | 0 |
Notas do Guribol
| Jogador | Nota | Comentário |
|---|---|---|
| Jonathan Calleri (SPFC) | 8,0 | Converteu o pênalti que recolocou o São Paulo na frente e foi a referência do ataque o jogo todo. |
| Luciano (SPFC) | 8,0 | Abriu o placar aos 18 e deu ao Tricolor a margem que fez a diferença no agregado. |
| Sabino (SPFC) | 7,5 | Zagueiro com gol e vaga: fechou o placar aos 31 do segundo tempo. |
| Dairon Asprilla (BOL) | 7,0 | Empatou e, por alguns minutos, reabriu a eliminatória. O Bolívar não teve muito mais. |
| Echeverría (BOL) | 4,5 | A mão na área vista pelo VAR virou o pênalti que decidiu o jogo. |
Escalações
| Time | Escalação |
|---|---|
| São Paulo | Rafael; Aurélio Buta, Domingos Duarte, Sabino e Iago; Newton, Danielzinho e Marcos Antonio; Artur, Luciano e Calleri. Técnico: Dorival Júnior |
| Bolívar | Lampe; Jesús Sagredo, Arreaga, Echeverría e José Sagredo; Saavedra, Robson Matheus e Melgar; Asprilla, Dorny Romero e Patito Rodríguez |
Ficha do jogo
- São Paulo 3 x 1 Bolívar — volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana 2026
- 18 de agosto de 2026, Morumbis (Estádio Cícero Pompeu de Toledo), São Paulo (SP)
- Público: 42.087
- Gols: Luciano (SPFC), aos 18 do 1º tempo; Asprilla (BOL), aos 16 do 2º tempo; Calleri (SPFC), de pênalti, aos 23 do 2º tempo; Sabino (SPFC), aos 31 do 2º tempo
- Árbitro: Kevin Ortega (Peru)
- Ida: Bolívar 1 x 1 São Paulo, no Estádio Hernando Siles, em La Paz
- Agregado: São Paulo 4 x 2 Bolívar — São Paulo classificado às quartas de final
O que vem por aí
Nas quartas de final da Sul-Americana o São Paulo encara o Boca Juniors, que despachou o Deportivo Recoleta com 7 a 1 no agregado. É o confronto mais pesado que a chave poderia oferecer ao Tricolor — e, para um time que vinha de um jejum longo no Brasileirão, um teste que vale bem mais do que a vaga na semifinal.
Como os dois chegaram à volta
O "jejum" mencionado na abertura era literal: antes desta vitória, o São Paulo não vencia havia quatro jogos — uma derrota para o Athletico-PR, um empate com o Flamengo, outra derrota para o Grêmio, ambos pelo Brasileirão, e o próprio 1 a 1 da ida contra o Bolívar. Um time que precisava do resultado tanto quanto da vaga.
O Bolívar chegava a este confronto depois de já ter derrubado um brasileiro na fase anterior da Sul-Americana: bateu o Grêmio por 1 a 0, em Porto Alegre, para avançar às oitavas. A campanha explica por que o time boliviano incomodou por quase uma hora no Morumbis — não era estreante em eliminar gente grande do Brasil nesta edição do torneio, só não teve como repetir a proeza pela segunda vez.
O que veio depois
O respiro durou pouco. Cinco dias depois de eliminar o Bolívar, o São Paulo voltou a perder no Brasileirão, por 1 a 0 para a Chapecoense, um dos resultados mais surpreendentes do fim de agosto — o time catarinense vinha de sequência ruim na tabela e mesmo assim superou o Tricolor fora de casa. O time de Dorival Júnior se recuperou no jogo seguinte, batendo o Bragantino por 2 a 1, e fechou o mês na 11ª colocação do Brasileirão, com 30 pontos, alternando entre bons momentos na Sul-Americana e inconsistência no Nacional — o mesmo padrão que já vinha se desenhando antes da vitória sobre o Bolívar.
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