
Empate parelho e dois pênaltis não marcados: Atlético-MG 1 x 1 Bahia
Ruan abriu de cabeça no fim do 1º tempo, Ademir empatou logo na volta do intervalo, mas o assunto da noite foi a arbitragem: Bráulio da Silva Machado ignorou dois pênaltis, um para cada lado. O resultado fecha o primeiro turno do Brasileirão.
Terça-feira de encerramento do primeiro turno na Arena MRV, e Atlético-MG e Bahia fizeram por merecer o adjetivo mais usado nesse tipo de duelo: parelho. Um jogo de poucas chances claras, decidido por um gol em cada tempo — e que terminou com mais gente falando da arbitragem do que dos próprios lances de bola.
O Atlético saiu na frente nos acréscimos do primeiro tempo. Depois de um escanteio mal afastado pela zaga baiana, a bola sobrou de novo na área, Bernard cruzou da esquerda e Ruan, subindo mais que o marcador, cabeceou firme para abrir o placar. Um gol de zagueiro, no timing certo, para mandar o Galo para o intervalo na frente.
O Bahia não demorou a responder. Logo aos 12 minutos da etapa final, Ruan errou um passe no meio-campo e entregou a bola de bandeja para o contra-ataque tricolor. Rodrigo Nestor conduziu, tocou para Ademir, e o atacante dominou e finalizou com categoria para empatar: 1 a 1.
O momento do jogo
Mais do que os gols, o assunto da noite foram dois lances de área que o árbitro Bráulio da Silva Machado optou por não marcar. Primeiro, ainda nos acréscimos do 1º tempo — segundos depois do gol de Ruan — Erick Pulga reclamou pênalti para o Atlético e não foi atendido, sem intervenção do VAR. Já aos 18 minutos do 2º tempo, foi a vez de Zé Guilherme cair na área baiana pedindo a marcação; o jogo seguiu novamente. As duas decisões geraram revolta nas redes sociais, com torcedores classificando a arbitragem de "escandalosa" e o Bahia reclamando de um suposto tratamento desigual entre as reclamações dos dois lados.
Tirando a novela em torno da arbitragem, o jogo em si teve um primeiro tempo truncado, de poucos espaços, e um segundo tempo mais aberto depois do empate baiano — com o Atlético tentando retomar a vantagem sem sucesso diante de uma defesa organizada do Bahia, que soube administrar o resultado até o apito final.
Olho na tabela
Com o ponto somado, o Atlético-MG chega aos 25 e sobe para a 10ª colocação, encerrando o primeiro turno na parte de cima da tabela. O Bahia também soma um ponto, vai aos 30 e se mantém na 6ª posição, a um passo do G-4.
| Time | Posição | Pontos |
|---|---|---|
| Bahia | 6º | 30 |
| Atlético-MG | 10º | 25 |
Notas do Guribol
As notas dos protagonistas de uma noite mais marcada pela arbitragem do que pelos lances de bola.
| Jogador | Nota | Comentário |
|---|---|---|
| Ademir (BAH) | 7,5 | Precisou de 12 minutos do segundo tempo para definir o contra-ataque do empate com categoria. |
| Ruan (ATL) | 7,0 | Fez o gol do Atlético de cabeça, mas também deu a bola que originou o contra-ataque do empate baiano. |
| Rodrigo Nestor (BAH) | 7,0 | Conduziu o contra-ataque do gol de Ademir com passe preciso. |
| Bernard (ATL) | 6,5 | Cruzamento da esquerda que Ruan transformou em gol. |
| Erick (BAH) | 5,5 | Cartão amarelo em jogo de poucos espaços no meio-campo. |
| Zé Guilherme (BAH) | 5,0 | Cartão amarelo e a reclamação de pênalti não marcado que ficou no ar até o fim da noite. |
Escalações
| Time | Escalação |
|---|---|
| Atlético-MG | Everson; Natanael, Ruan, Lyanco, Renan Lodi; Maycon, Tomás Pérez, Victor Hugo; Bernard, Cassierra e Cuello |
| Bahia | Ronaldo; Román Gómez, David Duarte, Ramos Mingo, Zé Guilherme; Acevedo, Erick, Rodrigo Nestor; Ademir, Erick Pulga e Willian José |
Estatísticas do jogo
| Estatística | Atlético-MG | Bahia |
|---|---|---|
| Finalizações totais | 14 | 21 |
| Finalizações no gol | 5 | 5 |
| Posse de bola | 49,6% | 50,4% |
| Faltas cometidas | 4 | 12 |
Ficha do jogo
- Atlético-MG 1 x 1 Bahia — 19ª rodada do Brasileirão Série A 2026 (última do 1º turno)
- Gols: Ruan, aos 45+1 do 1º tempo; Ademir, aos 12 do 2º tempo
- Cartões amarelos: Zé Guilherme e Erick (Bahia)
- Local: Arena MRV, Belo Horizonte
- Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC); VAR: Caio Max Augusto Vieira (GO)
O que vem por aí
O segundo turno já começa com jogo grande para os dois lados. O Atlético-MG visita o Palmeiras, líder disparado do campeonato, no domingo (26), às 17h, no Allianz Parque. No mesmo domingo e horário, o Bahia recebe o Corinthians na Arena Fonte Nova, em Salvador, de olho em se aproximar ainda mais do G-4.
O empate que virou ponto de partida
Visto de agosto para trás, esse 1 a 1 na Arena MRV marcou o início de uma fase boa para os dois times — coisa rara num jogo tão truncado. O Atlético-MG não perdeu mais nenhuma das dez partidas seguintes que entraram no acervo do Guribol: seis vitórias e quatro empates, com um saldo de 8 gols pró contra apenas 3 sofridos nos últimos cinco. Encerrou agosto na 7ª colocação, com 36 pontos — onze a mais do que tinha na noite do encontro com o Bahia.
O Bahia também não perdeu mais: dois empates seguidos, mais um 0 a 0 com o Vasco, um 3 a 3 emocionante com a Chapecoense e duas vitórias para fechar o mês, contra Vitória e Internacional. Chegou a 5º, com 40 pontos, dois à frente do próprio Atlético-MG e a um passo do G-4 que já rondava desde a noite dos pênaltis não marcados. Os dois pênaltis ignorados por Bráulio da Silva Machado, que dominaram a repercussão do jogo em julho, acabaram menos decisivos para a temporada do que pareciam na hora: nenhum dos dois times precisou daqueles pontos para engatar a arrancada.
Um detalhe do jogo também ficou mais curioso com o tempo: o Bahia finalizou 21 vezes contra 14 do Atlético-MG, mas acertou o mesmo número de chutes no alvo — 5 para cada lado. Quinze finalizações a mais e nenhuma conversão extra: o time baiano teve o volume ofensivo, mas não a pontaria, e saiu de Belo Horizonte com o mesmo placar de quem criou menos.
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